UnB realiza beijaço gay contra o preconceito

quinta-feira, 19 de maio de 2011
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Parou Tudo


Nem Rio, nem São Paulo. Por pelo menos uma semana, podemos dizer que Brasília se tornou a capital gay do país. Se nesta quarta-feira 18 está ocorrendo a Marcha Contra a Homofobia, na terça, houve o VII Seminário Nacional LGBT e também um beijaço na Universidade de Brasília.
Cerca de 200 estudantes organizaram uma bonita manifestação de afeto na UnB para protestar contra o preconceito sexual. O evento teve participação do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), que discursou sobre os direitos arco-íris.

Wanessa interpreta hino nacional na Câmara em Brasília

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Ativistas LGBTS abraçam o STF em Brasília

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Veja fotos da II Marcha Nacional contra a Homofobia em Brasília

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A Capa 
Por Marcelo Hailer, de Brasília
Veja fotos da II Marcha Nacional contra a Homofobia em Brasília
Aconteceu na tarde desta quarta-feira (18), em Brasília, a II Marcha Nacional contra a Homofobia. O ato começou por volta das 9h e, às 10h30, já reunia mais de dois mil participantes que ocuparam a Esplanada dos Ministérios. A marcha terminou às 13h, com os ativistas promovendo um abraço coletivo em torno do Supremo Tribunal Federal (STF). A organização declarou que cinco mil pessoas participaram da manifestação.

Diferentemente da marcha do ano passado, este ano praticamente todos os partidos políticos participaram, da direita à esquerda, o que significa, segundo disseram alguns ativistas, uma maior adesão dos partidos à causa LGBT.

Além da senadora Marta Suplicy (PT-SP), quem participou do ato foi o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ). Em sua fala, o parlamentar disse que a marcha organizada pelo pastor Silas Malafaia contra a criminalização da homofobia, que vai ocorrer semana que vem, "será cinzenta e enrustida". Para Alencar, a marcha LGBT é "assumida, colorida e íntegra".

Ao término do trajeto, Angélica Ivo, mãe de Alexandre, assassinado por homofobia aos 14 anos, discursou e agradeceu o espaço concedido pelo movimento e disse que, mesmo com a prisão dos assassinos de seu filho, sua luta e dor não vão terminar.

Após ocupar a Esplanada, os ativistas rumaram para o STF e realizaram um emocionante abraço coletivo, agradecendo aos ministros a aprovação da união estável para casais homossexuais. Para finalizar, o hino nacional foi cantado por todos os presentes.

A seguir, veja fotos da II Marcha Nacional contra a Homofobia.

Mais de 5 mil pessoas participaram, em Brasília, da marcha contra a homofobia

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Brasília – Mais de 5 mil pessoas, segundo os organizadores, participaram hoje (18), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, da 2º Marcha Nacional Contra a Homofobia e pela aprovação do Projeto de Lei 122, que criminaliza a homofobia. O evento foi organizado pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais ( ABGLT). O objetivo da passeata foi chamar atenção das autoridades e da opinião pública para a realidade de opressão, marginalização, discriminação e exclusão social vivida pelos homossexuais em todo o mundo.
" Esperamos que o Congresso aprove essa lei [que criminaliza a homofobia] que o Supremo Tribunal Federal (STF) já aprovou. Essa marcha é importante para a população fazer pressão no governo. Vamos colorir o Congresso e trazer mais paz e amor para essa classe social," disse o deputado federal Jean Wyllys (P-SOL-RJ).
Segundo o presidente do Grupo Elos LGBT e coordenador da marcha, Evaldo Amorim, os homossexuais querem igualdade de direitos, fim da discriminação, fim da violência, cidadania plena, reconhecimento social e respeito. " Somos milhões de brasileiras e brasileiros, ainda excluídos da democracia e sem nossos direitos garantidos pelas leis do país. Com essa manifestação queremos chamar atenção da sociedade e do Estado para que não mais permitam esse tipo de preconceito aos homossexuais", declarou.
Para Jocélio Ferreira, de 27 anos, integrante do Movimento LGBT do Pará, a marcha dá visibilidade para a luta contra todos os tipos de preconceito. "A população é muito preconceituosa. Nós queremos com essa passeata mostrar para a sociedade que nós, homossexuais, somos iguais a todos, só temos opções diferentes e, garanto, somos muito mais felizes do que muitas pessoas heterossexuais,” afirmou.
A concentração começou de manhã em frente à Cadetral Metropolitana de Brasília, um dos principais monumentos do arquiteto Oscar Niemeyer. Depois de um ato no gramado em frente ao Congresso Nacional, os participantes da marcha deram um abraço coletivo na sede do Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes, para agradecer a decisão da Corte de reconhecer como legal a união estável homossexual.